Um final para a Onor, ou um novo começopost

Por Annabelle Rech

17/07/2020


Pessoal, tem muita gente por aí me chamando de louca.
Outras gentes por aí, achando que eu fiquei louca mesmo.
Mas não, eu não perdi a sanidade ainda.
É o que dizem meus laudos psiquiátricos, posso apresenta-los.

A verdade dos fatos é a seguinte, leiam bem e com atenção para que possam entender, exatamente como as coisas se formavam.

No ano de 2012, Lívia Miccelann inaugurou uma clínica em Porto Alegre e adquiriu outra rede de clínicas já existentes, formando a Santa Clara.
A partir de 2014, essa Santa Clara passou a fazer parte do Grupo Miccelann controlado pela Dra. Lívia e por sua filha, Giovana.

Dra. Lívia faleceu em 2015, e Giovana continuou tocando a empresa e fazendo ela crescer.
As clínicas se internacionalizaram e muitas unidades foram abertas em diferentes locais.
O plano de expansão e ampliação ia bem, quando em 2018 Giovana começou a atuar dentro da área de tecnologia.
Em março de 2019, ela faleceu e eu assumi a empresa, seguindo sua vontade e que havia deixado de se chamar Miccelann, para se transformar em Onor.
A Santa Clara também mudou de nome, passando a se chamar Prevent.
Ensaiamos no final do ano uma fechada de unidades da clínica, e também tivemos de fazer alguns ajustes.
Vendemos nossa carteira de planos de saúde individual, ficando apenas com o empresarial nessa mudança que foi feita.
O projeto, previa que investimentos fossem feitos nas áreas de medicina e tecnologia médica.
Para que a Onor, se tornasse uma grande empresa desses dois ramos.
Veio a pandemia de Coronavírus, a partir de 2020.
Todos os planos precisaram ser alterados e novos planos foram traçados, para que a empresa pudesse sobreviver.
Uma grande marca só se fortalece, se souber os momentos de migrar ou de se manter.
As clínicas estavam ficando vazias, apesar dos inúmeros casos de Covid-19.
Porque o que está em aumento, são atendimentos emergenciais.
E as clínicas da Prevent, são especializadas em tratamentos de manutenção.
São 25 especialidades atendidas, com completos tratamentos pra cardiologia, neurologia, oncologia e mais.
Alguns desses tratamentos, com os mais modernos equipamentos do mundo.
Modernos e caros, que ficaram em desuso por causa da pandemia.
É claro, uma hora essa pandemia vai passar,
mas a empresa não podia esperar até que isso acontecesse.
Desde que a crise começou, foi preciso se usar bilhões, em caixa de fundo de investimentos, para manter funcionários, prédios e equipamentos.
Para pagar fornecedores, para manter o caixa da empresa no azul.

É por isso que vi, como administradora, a necessidade de reestruturar a empresa.
Não a clínica Prevent, isso não ia resolver.
Mas a Onor como um todo.
Era melhor no meu entendimento, perder uma parte, do que perder a companhia inteira depois e ainda ser acusada de má gestão.
De ter destruído o que Giovana deixou.
O que eu não fiz, porque aqui, eu estou protegendo o patrimônio deixado por ela, e a marca Onor que ela construiu.
Fechando as clínicas eu garanto, a sobrevivência da empresa.

Sim, nesse processo demitimos 12,9 mil pessoas em todo o mundo.
Quase todos os funcionários que tínhamos.
Mas era necessária a reestruturação, de novo, para que não perdesse tudo o que foi construído.

O fim da Prevent, não significa necessariamente o fim da Onor.
Ao contrário é um novo começo para a marca.
E foi feito com estudos e planejamento, muito planejamento.
Com pessoas que entendem de administração e de reestruturações.

O que vai acontecer agora?
A Onor vai ser relançada.
E nesse relançamento a marca chega com outras especialidades de atuação.
O foco estará na tecnologia e nas comunicações com as pessoas.
Um de nossos grandes diferenciais, sempre foi a educação que demos para nossos filhos de colaboradores.
E continuaremos por fazer isso, estendendo essas formações a outras pessoas.
O Centro Onor de Ensino, terá cursos escolares, técnicos e superiores.
Voltados a todos os públicos em modos Online e Presencial, em São Paulo e Porto Alegre.
Transformando nossos prédios e adaptando-nos para a nossa nova fase.

Os equipamentos que antes eram usados pela Prevent, serão comercializados no mercado.
Assim como os prédios que foram usados para abrigar as clínicas.
Eles podem ser arrendados, alugados ou vendidos, dependendo das propostas recebidas.
Hoje para manter cada clínica ativa, eram gastos muitos recursos.
E cada prédio, vale em media R$ 250 Milhões.
Com os equipamentos dentro.
Os prédios internacionais, serão negociados com empresas locais.
E os do Brasil, ainda estão disponíveis.

A Onor, não está fechando as suas unidades, apenas as suas clínicas.
Por isso, continuará vendendo e produzindo, Tablets e Notebooks.

Em breve publicarei mais novidades.
E vamos também escolher uma data que será previamente divulgada, para ser o relançamento da Onor, e seu novo aniversário a posteore.