Esclarecimentos sobre desligamentos de funcionários

Por Annabelle Rech

23/05/2020


Ao longo desta semana como disse aqui no Blog, a Onor está fazendo uma série de readequações,
é natural que nesse processo, diretores fossem trocados, superintendentes fossem renomeados e que algumas pessoas acabassem demitidas.
Não significa que não são bons profissionais, tão pouco que nos desagradavam,
mas sim que a empresa no processo de readequação, não encontrava mais lugar para que essas pessoas fossem mantidas.

Em todo o mundo, temos a preocupação de cuidar de nossos funcionários,
e temos, uma base de 12,8 mil pessoas contratadas.
Só no Brasil, eram até 18 de maio, 8 mil pessoas.
Muitos cargos estavam sendo ocupados, por gente que poderia melhor ser aproveitada em outras áreas,
muitos cargos precisavam ser extintos para que a empresa pudesse fluir melhor,
e muitos funcionários não se adaptaram ao novo ambiente digital, interposto pela crise do novo Coronavírus.
Foi inevitável que, desligássemos algumas pessoas da nossa empresa.
Nós tivemos de fazer uma escolha, embora difícil mas necessária.
E neste processo, desligamos 300 funcionários e funcionárias, de diferentes áreas de atuação, em toda a Onor.
Médicos da Prevent por exemplo, foram 21 demissões, em diversas clínicas.

Na semana que vem, no dia 25, anunciaremos o remanejamento de outros profissionais, 100 deles, que integrarão nossa base internacional.
E se mudarão do Brasil, para que como eu disse acima, possam ser melhor aproveitados em outras áreas.
Infelizmente, vamos ter que continuar um processo longo de remanejamentos e de demissões,
por conta das circunstâncias nada convencionais que vivenciamos.
Isso é necessário para se manter o equilíbrio de uma grande marca como a Onor, e suas subsidiadas.
Pois se queremos continuar grandes, as vezes sacrifícios são necessários.

Serão desligadas, mais 100 pessoas, totalizando 400 demissões.
E não que iremos demitir mais 400 pessoas, como foi divulgado anteriormente por alguns canais da mídia, de maneira equivocada.
Mesmo com essas demissões de 400 funcionários, e o remanejamento de outros 100, a Onor terá no Brasil, 7,6 mil pessoas contratadas.
E em todo o mundo, 12,4 mil pessoas atuando.

Essas 100 pessoas que serão remanejadas no Brasil para o exterior, vão cobrir cargos que lá, foram cortados.
O que quer dizer, que em outros países também fizemos, embora em escala ,menor, cortes e demissões.
O que eu lamento é, que no processo de readequação, algumas pessoas não compreendam as razões que nos levam a fazer isto.
E deste modo, tomam decisões precipitadas.
Foi o caso de um grupo de médicos, da Prevent em São Paulo, que se desligaram na sexta-feira, 22, por conta própria da Onor.

Essas pessoas que pediram suas demissões e não aceitaram se quer cumprir aviso,
deixaram a empresa desassistida, numa tentativa clara de prejudicar o funcionamento do hospital, o atendimento de seus pacientes, e trazer prejuízos.
Porque não concordaram, com as decisões administrativas desta Executiva, nos cortes autorizados.
Compreendo que para muitos, seja doloroso perder o emprego, e as pessoas que conviveram consigo por anos.
Mas este é um processo natural da vida, pois nada é para sempre, nada é eterno.
Tudo tem um prazo de validade, e as vezes, pessoas precisam partir para que outras possam chegar.

Quero garantir, que apesar desses desligamentos e do dano que isso trará a Prevent de SP,
nosso empenho está, e sempre estará, no bem-estar de nossos pacientes.
E que vamos fazer o que necessário para garantir, atendimento presencial e digital a todos.
Na semana que vem, encerraríamos o monitoramento aplicado em pacientes de doenças graves, que disponibilizamos de maneira gratuita, desde abril.
Mas, por causa dos desligamentos de profissionais de saúde, e a necessidade de priorizar alguns atendimentos, até por conta dos casos de Covid-19 que atendemos,
esse monitoramento precisou ser encerrado mais cedo.
A partir de domingo, 24 de maio, as pessoas cobertas não terão mais a monitoração.
Isso não afeta a quem tem o serviço contratado, mas atinge, aqueles que foram beneficiados temporariamente com a gratuidade.
Pois para fazermos isso, contávamos com o reforço de médicos do hospital, que agora não integram mais o quadro de funcionários da empresa.
E não temos como repor, em curto espaço de tempo.

São, cerca de 22 mil pessoas que perderão esse acesso, que lhes foi concedido até 29 de maio.
E que está sendo suspenso, uma semana antes. Infelizmente.

Outras 21 mil pessoas que já tinham o serviço, por integrar a rede Prevent de clientes, continuarão com o monitoramento ativo, sem qualquer prejuízo.