Onor encerra atividades hospitalares para se reestruturar na tecnologia e em outros campos

Desde março de 2012, a Miccelann hoje Onor, vem se consolidando em tudo aquilo que se dispõe a fazer.
Cuidamos com carinho das pessoas e de cada funcionário que passou e passa por nossas empresas.
E ofertamos serviços de qualidade em diversas modalidades de atuação.

Quando tomei posse da Onor, em março de 2019, após a morte de minha querida amiga Giovana Miccelann, eu sabia que teria uma missão nada fácil pela frente.
Era o legado dela que eu precisava dar continuidade, e dentro desse legado, saber separar o que poderia levar a Onor para frente, e retirar o que poderia a um longo prazo se transformar em problema.
Administrar as vezes tem dessas coisas, você tem que fazer cortes e reestruturações que não gostaria, mas que se fazem necessárias.
É assim que um país deveria ser administrado, e não teríamos um déficit orçamentário como hoje no Brasil, nem milhões de pessoas na linha da pobreza.
A Onor não é um país, é uma empresa com grande orçamento e com grandes responsabilidades vindas de minha parte.
Sei que esses meses e semanas não foram fáceis para nós, pois estamos vindo de ataques criminosos que tentaram nos derrubar.
Para que possamos nos reerguer é preciso nos também reestruturarmos, aproveitando esse momento de reflexão.

Hoje, eu determinei o fim das atividades das clínicas Santa Clara, dentro e fora do Brasil.
Nos próximos dias, vamos demitir em todo o mundo, 9,9 mil funcionários, uma perca lastimável para nossa marca.
Este é o número oficial de pessoas que serão afetadas, sendo que a maior parte delas está no Brasil.
Estamos desde setembro, negociando com marcas internacionais para que adquiram as nossas redes hospitalares nos países em que estão instaladas.
Assim, Reino Unido, Itália, França e Argentina, não perderão empregos mas sim passarão para as mãos de outros donos.
Na China, onde existe nossa base de tecnologia, vamos investir mais para que possamos trazer ao Brasil muito mais que Notebooks, Tablets e Celulares.
Nossos investimentos permitirão a Onor, ter uma completa linha e gama de atuações, em diferentes pontos tecnológicos.
É essa a nossa essência e é isso que precisamos fazer.
Restaremos, 4,1 Mil vidas sob nossas responsabilidades, no Brasil, na Alemanha e na China, onde manteremos bases de operações.
Entregaremos nossas carteiras de saúde, e vamos também nos desfazer de nossa frota aérea, ficando apenas com o que for necessário.
Pois tudo isso vai entrar em pacotes para novos investimentos a partir de 2020.
Os hospitais que restarem no Brasil, que passarão a fazer parte da rede Personal Onor, serão rebatizados.
E a partir daí oferecerão tratamento de linha, para uma área da sociedade que quer novas opções de internações e procedimentos médicos.
Outra coisa importante destacar, é que essas unidades atenderão a consultas e procedimentos particulares e a planos de saúde.
Como sempre fizemos, só com o fato de que não teremos mais, uma carteira própria de clientes.

Agradecemos demais, os 43,7 mil clientes que fizeram parte de nosso rol, desde a fundação da Santa Clara, lá em 2012.
Muitos permaneceram conosco mesmo diante a crise, porque ofertamos tratamentos de qualidade e excelência.

Vamos continuar oferecendo a mesma excelência em todos os outros produtos e linhas de atuação que formos seguir.
E tenho certeza de que nossas comprantes, prestarão serviços da mesma qualidade.
Nossos planos empresariais serão transferidos a partir da semana que vem para a Bradesco Seguros.
E nossa carteira individual, está em negociação com outras prestadoras que estejam interessadas em fazer a aquisição.