O ataque na Onor e nossa resposta aos que querem fazer mal a nós e a nosso Guilherme Kalel

Ao longo do tempo, você aprende a lhe dar com as pessoas.
Aprende que nem sempre todo mundo é como parece ser, e que nem todas as pessoas são tão boazinhas.
Pode ser, não é sempre, mas pode ser, que tenha um algo amais, uma intenção, por trás de tudo o que estejam fazendo por você.
Não podemos julgar um livro pela capa, mas podemos ficar atentos e é isso que sempre eu tenho feito.

Desde que minha amiga, amada irmã Giovana Miccelann morreu, assumi a difícil missão de substituí-la afrente de seus negócios.
Fui uma pessoa privilegiada e eu nunca vou me esquecer desse privilégio.
Eu era uma confeiteira, uma fazedora de bolos, e não tenho vergonha disso.
Aprendi o ofício com a minha mãe, aos 12 anos de idade, e só parei quando tive a oportunidade de trabalhar como Secretária na Miccelann.
E no meu primeiro dia de trabalho, um rapaz jovem, e deficiente visual, cruzou a porta da recepção.
Olhou pra mim e pra moça do meu lado e disse a Giovana que se quer eu conhecia.
"Eu quero elas, elas vão subir e ser minhas Assessoras."
Ele não nos conhecia havia acabado de nos dar um Oi.
Mas nos deu o voto de confiança que ninguém no mundo daria.
Porque ele pode não enxergar com os olhos, mas ele enxerga para muito além.
Ele vê com o coração, com a alma.
Eu serei eternamente grata e não me importo em dizer isso sempre, pelo que ele fez.
A minha colega de trabalho, Mariana Novacki, trabalha até hoje com Guilherme Kalel.
É Segunda Vice-Presidente da G7 Comunicação, empresa que ele fundou.
Eu, de secretária virei Assessora no tempo em que Kalel administrou a empresa durante as férias de Giovana.
E depois, eu fui mantida no cargo administrativo.
Ganhei confiança, carinho e amizade da Gi, como carinhosamente chamávamos.
E depois, ganhei a vice-presidência da empresa.
Em março deste ano, ganhei a missão de a substituir na empresa que agora se chama Onor.
Tive de tomar muitas decisões que foram polêmicas e questionáveis.
Algumas eu estava errada e não tive problema em recuar, outras estavam certas.
É em meio a acertos e erros que seguimos a vida, e que tudo segue seu curso e padrão.

Hoje, minha empresa Onor, foi alvo de uma operação policial.
Agentes chegaram as 7 da manhã nas nossas sedes de Porto Alegre e São Paulo.
Procuravam por 10 pessoas mas nem uma delas era eu.
E posso por minha cabeça no travesseiro e dormir com a consciência tranquila em relação a isso.
Essas 10 pessoas se infiltraram na nossa empresa, para extrair informações.
Informações que vendiam a um grupo de Hackers, que atacavam Guilherme Kalel.
Atacavam por que são covardes, são mesquinhos, querem acabar sem motivo justificável, com a carreira de uma pessoa que não faz outra coisa a não ser ajudar os outros.
Eu sabia, que tinham infiltrados na empresa.
A polícia sabia e o Ministério Público também.
Estávamos esperando a hora certa de agir, monitorando cada passo deles.
Os ataques sofridos por nós em novembro, e em outubro.
Estávamos preparados para cada um deles e tínhamos de demonstrar total indignação, como se tivéssemos surpresos.

Eu só tenho que agradecer.
A cada anjo que nos protegeu nessa empreitada que não foi fácil.
Nós deixamos passar de alguma forma, num processo de seleção que a partir de agora será muito mais criterioso, as pessoas erradas para dentro de nossa empresa.
O que não vai se repetir nunca mais.
Mas, tenham a certeza de que, as pessoas presas tinham seu envolvimento e parcela de culpa, e que vão pagar pelo que fizeram.
No meio desse processo, eles levaram duas pessoas inocentes detidas.
Porque essas pessoas faziam parte do plano, de se aproximarem e facilitarem a ação dos criminosos.
Por isso, agradeço a cada uma dessas heroínas. Que terão sempre eterna gratidão de minha parte porque arriscaram suas vidas por um bem maior.